domingo, setembro 13, 2009

Euclides da Cunha

... este é o centenário de morte escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador e engenheiro brasileiro Euclides da Cunha...

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Para conhecer mais: http://www.euclides.site.br.com/

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COMPARAÇÃO

"Eu sou fraca e pequena..."
Tu me disseste um dia.
E em teu lábio sorria
Uma dor tão serena,

Que em mim se refletia
Amargamente amena,
A encantadora pena
Quem em teus olhos fulgia.

Mas esta mágoa, o tê-la
É um engano profundo.
Faze por esquecê-la:
Dos céus azuis ao fundo
É bem pequena a estrela...
E no entretanto _ é um mundo!
[1884]

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A FLOR DO CÁRCERE [Publicado na "Revista da Família Acadêmica", número 1, Rio de Janeiro, novembro de
1887.]

Nascera ali _ no limo viridente
Dos muros da prisão _ como uma esmola
Da natureza a um coração que estiola _
Aquela flor imaculada e olente...

E 'ele' que fora um bruto, e vil descrente,
Quanta vez, numa prece, ungido, cola
O lábio seco, na úmida corola
Daquela flor alvíssima e silente!...

E _ ele _ que sofre e para a dor existe _
Quantas vezes no peito o pranto estanca!...
Quantas vezes na veia a febre acalma,

Fitando aquela flor tão pura e triste!...
_ Aquela estrela perfumada e branca,
Que cintila na noite de sua alma...
[1884?]

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RIMAS

Ontem _ quando, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão _ louca _ suprema
E no teu lábio, essa rósea algema,
A minha vida _ gélida _ prendias...

Eu meditava em loucas utopias,
Tentava resolver grave problema...
_ Como engastar tua alma num poema?
E eu não chorava quanto tu te rias...

Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha _ és minha, extraordinária sorte,
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!

E tremo e choro _ pressentindo _ forte _,
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso,
Esse excesso de vida _ que é a morte...
[1885]

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FRAGMENTOS DE POESIA [Publicado em "O Imparcial", Rio de Janeiro, 20 jan. 1929]
A Coelho Neto

De um lado o Atlântico e do outro lado as serras
Longas, indefinidas, perlongando-o;
E aquém das serras nos planaltos largos,
Um mundo ainda ignoto! Os rios longos
Recortam-na profusos, ora calmos,
Volvendo a correnteza imperceptível,
Ora cheios, rolando no...
O soberbo estridor das cachoeiras...
As grandes matas verde-negras vastas
... de frutos e de flores
Desafiam do azual as pompas todas.

Que terra encantadora... Mas enquanto
O meu olhar se desatava livre
No desafogo dos espaços amplos
O ridículo mortal tolhia o passo
E imóvel sobre o cerro em que jazíamos
Abarcava num gesto o espaço todo:
Conforme vês 'a terra é longa e grossa'
E atestam na pujança com que surgem
A riqueza de um solo incomparável
Em que o cultivador sem mais resguardos
Com algumas foiçadas e um bocejo
Garante o pão à prole e pode dar-se
Ao culto sacrossanto da Preguiça.
E nada o preocupa: a fauna é frágil,
Traiçoeira e cobarde; não há tigres,
Régios tigres listrados; nem leões,
Nada das formas colossais e rudes
Feitas para guardarem, consorciadas,
A feridade e a força... Tudo médio
Tudo uma redução do que há alhures
O elefante é tapir tardo e medroso
O tigre de Bengala é a suçuarana
Cobarde e fugitiva; o orango bruto
É o sagüi famíneo e pulha; e a capivara
O hipopótamo esquivo das lagoas...
E tudo é médio... a natureza toda
Numa mediania inalterável...
As mesmas forças naturais que além
Rompem em cataclismas formidáveis

Criando a Geologia traço estranho
De um drama esquiliano, aqui, é calma.
Não há vulcões e os mesmos terremotos
Que subvertem cidades noutras zonas
Amortecem-se inúteis, embatendo
Na massa de granito desta terra...
As montanhas _ bem vês _ não têm altura
As maiores são serros noutras partes
Achatam-se alongando-se, alongando-se
Se o arrojo de um píncaro que enteste
Com o menor dos píncaros nos Alpes...
Nas florestas enormes não procures
O cedro colossal ou o carvalho
Ou o plátano altivo que alevanta
Às nuvens uma vida de mil anos,
Não lhe permite o surto, o afago, atroz
Terrível das lianas, das aráceas,
Que os apertam, ... e derrubam
De sorte que as florestas como os rios
Como a montanha, como a terra toda,
São grandes só por um estiramento!... Disse e eu vi pela primeira vez
O clarão ideal de uma ironia
Dando-lhe ao rosto hílar um tom mais sério.
E prosseguiu:
Aqui, o grande é o chato!
Tudo num plano horizontal é enorme
Tudo num plano vertical é mínimo
A pedra, o vegetal, e o... e o homem...
E repentinamente aquele rosto

Onde um ricto sardônico pusera
A lonha ideal desse sarcasmo ríspido
Que é a mágoa triunfante dos eleitos
Pois é a alegria trágica dos fortes,
Aquele rosto desmanchou-se todo
No desmandibulado destempero
De uma risada à-toa.

Mal a ouvi
Prendeu-me o olhar um quadro nunca visto:
Numa clareira, em frente, repontavam
Uns homens singulares... que vestidos!
Nem clâmides, nem togas, nem
Consorciando a candura dos arminhos
Com o varonil das púrpuras brilhantes.
Pretos. De preto todos no afogado
Das vestes ajustadas pelos membros...
Vinham calmos; nem gestos sacudidos
Nem vozes imperiosas... Passos lentos.
[1896 ]

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PÁGINA VAZIA

Quem volta da região assustadora
De onde eu venho, revendo, inda na mente,
Muitas cenas do drama comovente
De guerra despiedada e aterradora.

Certo não pode ter uma sonora
Estrofe ou canto ou ditirambo ardente
Que possa figurar dignamente
Em vosso álbum gentil, minha senhora.

E quando, com fidalga gentileza
Cedestes-me esta página, a nobreza
De nossa alma iludiu-vos, não previstes

Que quem mais tarde, nesta folha lesse
Perguntaria: "Que autor é esse
De uns versos tão mal feitos e tão tristes?"
[1897

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quarta-feira, julho 01, 2009

Entrtenimento levado a sério

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Museu de Quadrinhos - Japão


Depois da França lançar o maior museu de quadrinhos do mundo, é a vez do primeiro-ministro Taro Aso querer superar a Europa e declarar seu país o verdadeiro lugar dos quadrinhos. De acordo com a ABC News, ele quer investir US$ 150 milhões (R$ 290 milhões) em um museu nacional do mangá.


A proposta foi mal recebida no Parlamento japonês, visto que o país atualmente passa por sua pior crise econômica desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Aso rebate que o projeto do museu era da administração anterior, e que apenas quer concretizá-lo de acordo com planos já acertados - embora, claro, esteja com um sorriso de mangá na cara por poder executar o projeto.


O museu cuidaria da restauração e preservação dos primeiros mangás - a indústria moderna de quadrinhos japonesa tem mais de 60 anos -, bem como organizaria exposições. Os mangás atualmente são populares no mundo inteiro e merecem um lugar para preservação, argumentam o primeiro-ministro e seus apoiadores.


O orçamento, porém, ainda não está aprovado e, de acordo com a oposição, merece mais discussões no Parlamento. Se autorizado, superará em mais de dez vezes o valor gasto para montar o Musée de la Bande Dessinée francês, inaugurado mês passado.

Museu de História em Quadrinhos - França

Musée de la Bande Dessinée francês
O mais importante museu de histórias em quadrinhos da Europa, com um acervo de 8 mil desenhos originais, foi inaugurado mês passado, em Angoulême, no sudoeste da França, cidade que se tornou uma referência para os fãs de HQs com a realização de festivais internacionais sobre o tema desde 1974, pela ministra francesa da Cultura, Christine Albanel. Possui uma área total de 5 mil metros quadrados. As obras para a renovação do prédio existente custaram 9,6 milhões de euros.

O museu integra a Cidade Internacional de Histórias em Quadrinhos e da Imagem, criada em 1984. Um outro museu existia nessa área, mas foi fechado em 2000, quando foi decidida a construção do novo espaço no antigo armazém de vinho. No ano passado, o local deixou de ter o estatuto de uma associação privada para se tornar um museu público da França.

O museu retraça a história dos quadrinhos, desde sua criação, no século 19, pelo suíço Rodolphe Töpffer, até os autores contemporâneos. Reúne pranchas de desenhos e edições originais, inúmeros documentos, vídeos e variados objetos que tratam de HQs sob diferentes formas.

Pranchas de desenhos da obra Tintin no Tibete, de 1959, e de outros personagens famosos, como Asterix e Corto Maltese, além de criações mais antigas de autores como Cham e Winsor McCay, são algumas das raridades que podem ser vistas no local. Para garantir a boa conservação das obras, o conjunto de pranchas e desenhos originais serão trocados três vezes por ano, o que permite aos visitantes descobrir uma nova parte do acervo a cada quatro meses.


Visitando o Museu

O percurso da visita se divide em quatro seções. Na primeira delas, sobre a história dos quadrinhos, a partir de 1883, é feito um paralelo entre a tradição franco-belga, de personagens como Tintin, Asterix, Bécassine, Zig e Puce e Corto Maltese, publicadas em revistas semanais e álbuns de capa dura, e os quadrinhos americanos, publicados em tiras de jornais e revistas de pequeno formato, conhecidos como "comic books".

Essa parte histórica da exposição revela ainda como os quadrinhos evoluíram para se tornar obras para adultos entre 1955 e 1980, ao relatarem as mudanças sociais da época, e apresentar também um espaço dedicado aos quadrinhos japoneses, conhecidos como mangá, que totalizam o maior número de títulos e leitores em todo o mundo.
O restante do percurso propõe ainda aos visitantes um ateliê que mostra como as histórias em quadrinhos são criadas, além de uma sala onde estão reunidas 26 pranchas de desenhos consideradas entre as mais importantes do acervo, que serão substituídas regularmente. No final da visita, uma galeria apresenta os autores contemporâneos e obras criadas em escolas de desenho da França e de outros países.

Em cada uma das quatro seções do museu existem salas de leitura, onde uma seleção das revistas e dos álbuns em quadrinhos apresentados pode ser consultada pelo visitante.

O museu dispõe ainda de uma biblioteca, com mais de 115 mil revistas e 43 mil álbuns e livros, e também de uma livraria, com 40 mil títulos. "As histórias em quadrinhos são um estilo criativo que mistura artes gráficas e literárias", afirma Ambroise Lassalle, curador do museu de Angoulême. "Uma arte popular durante muito tempo considerada uma forma de subcultura." "Mas elas também representam um fenômeno cultural complexo, com dimensões econômicas, técnicas e sociológicas que continuaram mudando com as épocas", acrescenta.

terça-feira, junho 30, 2009

Presente de aniversário


"- Bom, eu estava pensando, uma vez que ainda é meu aniversário, que eu gostaria que me beijasse de novo.

- Está gananciosa esta noite.

- Sim, estou... Mas, por favor, não faça nada que não queira – acrescentei, irritada.
Ele riu, depois suspirou.

- Deus me livre de fazer algo que eu não queira – disse ele num tom estranhamente desesperado ao colocar a mão sob meu queixo e puxar meu rosto para o dele.

O beijo começou normal – Edward foi cuidadoso, como sempre, e meu coração começou uma reação exagerada, como sempre. E depois algo pareceu mudar. De repente seus lábios ficaram muito mais urgentes, sua mão livre girava por meu cabelo e segurava meu rosto com firmeza no dele. E, embora minhas mãos também mexessem em seu cabelo, embora eu claramente estivesse começando a atravessar os limites da cautela, desta vez ele não me impediu. Seu corpo era frio no cobertor fino, ma eu me espremi contra ele com ansiedade.
Quando parou, foi repentino; ele me afastou com as mãos firmes e gentis.

Eu desabei no travesseiro, arfando, minha cabeça girava. Algo surgia em minha lembrança, esquivo, nas margens.

- Desculpe – disse Edward, e ele também estava sem fôlego. – Isso não estava nos planos."


Meyer, Stephenie, 1973-
Lua nova / Stephenie Meyer; tradução de Ryta
Vinagre. — Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

(págs 46;47)

Uma biografia em quadrinhos do cantor Michael Jackson



Será lançada pela editora Bluewater Productions, nos EUA, uma biografia em quadrinhos do cantor Michael Jackson. Será escrita por Wey-Yuih Loh e desenhada por Giovanni Timpano. A edição terá prefácio de Giuseppe Mazzola, amigo de Jackson e membro de seu fã-clube oficial.




O anúncio da HQ, quatro dias após a morte do cantor, alimenta quem enxerga a Bluewater como oportunista editora caça-níqueis. No ano passado, ela lançou uma linha de biografias em quadrinhos de políticos pouco após a editora IDW anunciar HQs biográficas dos então candidatos à presidência Barack Obama e John McCain. Mais recentemente, a Bluewater anunciou uma HQ infantil com Bo Obama, o cachorro oficial da família presidencial norte-americana.





quinta-feira, junho 25, 2009

Michael Jackson

Michael Jackson
(1958 - 2009)

Quem sou eu

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Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Blá... Blá... Blá...